quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Zuzubem?

Hoje seria (e é) a vez do relógio abaixo mencionado.

Dá para ver muitas coisas, entre elas a minha foto (já que fui eu mesmo que tirei), se repararem no reflexo do vidro, poderão divisar a minha silhueta.

Mas, alguém que perceba bem as coisas, verá que o relógio anda no sentido anti-horário. E porque? E porque não? Eu sempre me perguntei, por que seria que os relógios rodam num sentido e não no outro.

Convenções? Ora as convenções, para que servem? Para serem transgredidas (dentro da lei, "of course!").

Esse não é o meu primeiro relógio "peculiar". Já tive um outro que sumiu numa mudança mas que eu, tenho certeza, na próxima arrumação eu vou achá-lo todo "pimpão". Sem pilha, combalido, mas pronto para funcionar no mesmo sentido anti-horário, pronto para marcar o tempo que, inexorável, segue o seu curso.

Coisas de "Benjamin Button" onde se vê claramente que o princípio e o fim igualam-se, começamos dependentes e assim, da mesma forma seguimos nossos destinos, rumo a um fim que também não é nada brilhante.

Daí meu capricho com os relógios. Já que não uso nenhuma joia, capricho nos relógios. Não os caros, que não quero ser vítima de furtos, ao menos se me levarem o meu, o prejuízo é apenas simbólico, afora as inconveniências emocionais.

Mas gosto assim, de achados curiosos, excentricidades, peças não convencionais. Adoro os mecânicos, a corda, automáticos e quejandos.

Aliás, para ser claro, a grande maioria dos relógios a quartzo, vem de meia dúzia de (grandes) fábricas, que as vendem a preços bem variados, a última noticia que tive era coisa de US$ 0,12 a US$ 12,00, sendo que a diferença entre eles advinha, exclusivamente, do fato dos mais caros serem testados e os mais baratos eram apenas checados.  Traduzindo, um relógio de alguns milhares de dólares tem exatamente a mesma máquina de seus irmãos mais comedidos (no sentido pecuniário). E a precisão? A mesma. Coisa de alguns poucos segundos ao ano.

Já os mecânicos, acima mencionados, por melhor que seja a manufatura, são centenas de vezes menos precisos, isso mesmo, podem variar alguns segundos por dia... Independentemente do preço.

São, em todo caso, manufaturados, feitos a mão, ainda que as peças sejam feitas a máquina. No entanto, agregam valor humano e beleza ao pulso, à parede, à mesa e onde possam mais serem expostos.

Em todo caso, o caro relógio que você vê no gajo ao seu lado, acredite, tem absolutamente a mesma máquina do meu e dos nossos que são tão ou mais precisos e custam dezenas (centenas?) de vezes menos.

Quem nasce para Timex não chega a Rolex...

A única exceção que vi, o ex-presidente Clinton, que portava o tempo todo o seu Timex ainda que, eventualmente, tivesse outros mais "griffados". Ele podia ter lá os seus deslizes, mas, era coerente no que tange ao seu horário.


E voltando ao início desse post, hoje foi mesmo o dia do relógio mas, amanhã, talvez, eu tenho uma estória, eu prefiro o termo história, já que o primeiro não existia quando me alfabetizei, sabe-se lá a diferença (já me explicaram mas eu não me convenci), que é simplesmente sensacional. Omitirei os nomes mas os fatos são absolutamente reais, daí eu preferir "história".

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